domingo, 26 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
Eu sou o brilho dos teus olhos ao me olhar, sou teu sorriso ao ganhar um beijo meu. Eu sou teu corpo inteiro a se arrepiar quando em meus braços você se acolheu.
Eu sou o teu segredo mais oculto, teu desejo mais profundo, teu querer, tua fome de prazer sem disfarçar, sou a fonte de alegria, sou o teu sonhar.
Eu sou a tua sombra, eu sou teu guia. Sou teu luar em plena luz do dia.
Sou tua pele, proteção, sou teu calor, eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor.
Eu sou tua saudade reprimida. Sou teu sangrar ao ver minha partida. Sou teu peito a apelar, gritar de dor, ao se ver ainda mais distante do meu amor.
Sou teu ego, tua alma, sou teu céu, teu inferno a tua calma. Eu sou teu tudo, sou teu nada, eu sou teu mundo, sou teu poder.
Sou tua vida, sou meu eu em você.
13 de outubro de 2012
sexta-feira, 24 de abril de 2009
e se ...

Ah, as pequenas coisas. Elas podem destruir ou melhorar uma vida inteira. Ah, as nossas pequenas coisas - elas me destroem e me constroem novamente em questão de segundos. São lembranças que vem e que voltam, ou simplesmente vivem em mim. Mesmo quando não estou lembrando as sinto.
Qual é o poder que uma coisa pequena, uma pequena ação do dia pode ter sobre alguém? Depende de nós, nós que permitimos ou não. Me permito sofrer pelas nossas pequenas coisas, elas agem em meu organismo como uma droga, viciam completamente meus neurônios, e quando vejo já estou lembrando novamente.
Isso me corta por dentro pois, são coisas que sei que ainda vou ter, mas a dor de não as tê-las nesse momento, sempre é maior. Sempre a ansiedade é maior, nunca corresponde ao tempo. Quando menos tempo falta, maior a ansiedade fica, e isso chega a quase me matar, depois me reanima.
Os dois extremos são a maior prova que já tive que enfrentar na minha vida, o de te ter aqui e no segundo seguinte te ver longe, mas nunca te sentindo longe - meu consolo.
Mas eu chego lá, quando vencer a lembrança dessas pequenas coisas - a saudade dessas pequenas coisas, e conseguir pensar só nas futuras.
"Detalhes, os detalhes são o principal! São justamente esses detalhes que botam a perder sempre e tudo." Dostoievski.
Depende de cada um e no que depender de mim, nada jamais mudará, seja por grandes ou pequenos detalhes.
terça-feira, 21 de abril de 2009
E porque é que você tem que ir? Porque é que tem de me deixar aqui, percebendo o quanto da minha vida se torna vazio, o quanto de mim você leva quando vira as costas pros nossos momentos, mesmo que contra tua vontade.
Eu nunca pensei que fosse querer tanto o inverno, com suas noites frias e perdidas, fazendo-me pelo menos sentir viva. É só quando você vai que a realidade cai sobre meus ombros e tenta me derrubar, não estamos nem perto do que queremos, daonde queremos estar, mas cada medo vencido é um passo a frente pra chegar lá.
Eu sinto como se tudo estivesse a salvo com você do meu lado, que nada de bom será perdido e nem nada de ruim pode me atingir de verdade. Mas você não é o herói que se fez em minha cabeça, você é humano como eu e eu também sinto que preciso te proteger.
Agora, enquanto tomo meu Nescau de todos os dias, e lembro da tua voz me pedindo se não queria um ontem a noite, e agora tentando te enviar pedaços das nossas memórias, olho e capto tudo o que nos rondava naquele momento. Por mais triste que sejam nossos rostos nas fotos, a alegria de estar um com o outro transparece, e não da a entender que vai desaparecer um dia.
Aquele meu velho conhecido - e de um modo ou de outro, teu também, ele volta, sempre que você vai e eu não sei porque me permito sentir tão fraca sem a tua presença aqui. É o teu calor que me faz forte e eu vou tentar não mecher nas tuas coisas em nem um momento pra manter teu cheiro nelas.
O medo volta, mas cada vez eu fico mais forte, e cada vez ele volta com menos intensidade. Ouço algumas músicas que me deixam mais tranquila, que reforçam minha confiança no nosso futuro, vejo as àrvores que tu achou bonitas balançando lá fora, e lembro de casa momento nosso na minha janela, de cada conversa com o mesmo ponto de vista e os opostos.
Somos tão iguais que chegamos a ser diferentes, tu tem os mesmos medos que eu, mas sabe lidar melhor com eles.
Eu sei que não posso deixar esse sentimento tomar conta de mim, mas o vento la fora parece que não quer que eu adormeça. Tudo tem teu cheiro aqui, tudo tem nosso pedaço de vida juntos, tudo exala nossos sorrisos e besteiras.
Parece que sinto tuas mãos tentando me fazer rir com cócegas ou então tua cara de decepção quando insisto em um assunto.
Não vou me entregar, falta tão pouco pra um novo pedaço de vida, tão pouco pra mais um sopro teu no meu rosto, me dando um sorriso que jamais alguém me deu.
Me espera, que logo eu chego aí, logo eu levo mais um pedaço do meu coração comigo.
Agora ele está apertado pela tua partida, mas as nossas lembranças fazem o papel de calmante ate a nossa próxima hora.
sexta-feira, 17 de abril de 2009

E agora tu já deves estar a caminho, e essas próximas poucas horas são as mais longas de todas, toda a espera se resume na ansiedade que essas últimas horas sem ti aqui trazem. Mas dessa vez é uma carga positiva, é tudo que eu posso aguentar, e é o que eu gosto de sentir.
Enquanto sei que tu vens, fico aqui sentindo o alívio que isso me traz, alívio de saber que meu dever foi cumprido, que aguentei mais uma semana, talvez nem sempre da maneira certa, talvez nem sempre fazendo o que tu esperavas de mim, mas aguentei, sem nem sequer pensar em desistir, nem uma única vez, nem por um momento sequer - e agora vem o meu "prêmio" - aquele que vale mais do que qualquer coisa na minha vida - estar ao teu lado.
Tudo que eu ouso falar aqui soa repetitivo, cada vez em intensidade maior, mas isso é porque é sincero. É sincero justamente porque é repetitivo, meus sentimentos sobre ti não mudam, podes tu fazer o que quiser, me proteger de tudo ou me rasgar por dentro, meus sentimentos serão os mesmos, cada vez maiores.
E quando lembro que pensei que não havia nada que pudesse ser feito, pra esse aperto da saudade ir embora, me envergonho. Fico tão perdida quando te deixo ir que fico cega. Como já dizia um bom e velho compositor gaúcho - nada é uma palavra esperando tradução.
Cada um a traduz como quiser, e a minha tradução para nada, é pensar no que passamos, é perceber que nem tudo está como realmente queríamos, mas isso não é motivo para acharmos que as coisas não estão bem, ou não são suficientes.
Eu fui fraca em deixar aquela nossa velha certeza se esconder atrás daqueles meus velhos medos. Mas voltei com força. E é assim que pretendo ficar.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
É que eu sinto que tenho que nos proteger a qualquer custo, de qualquer coisa que eu sinta que possa nos ameaçar.
Algumas pessoas podem achar que é egoísmo, mas não – na verdade é afeto, é dar valor.
Porque pela primeira vez na minha vida eu tenho algo, alguém, que me faz bem em todos os momentos, sejam eles quais forem, e não quero perder isso para coisas mundanas, que no fim não farão sentido algum.
Eu sei que mal consigo tomar decisões por mim mesma, e até acho meio pretensioso tentar ajudar os outros a tomar as suas, mas é só um tipo de proteção. E já passou o tempo no qual eu tentava me proteger, agora eu tento nos proteger.
Só tenho medo de que esse excesso de proteção te sufoque, e tu queira se ver livre desse meu afeto. Tenho medo de te inibir a viver teus planos , porque o que eu quero é fazer parte deles, não estragá-los. Mas também não posso deixar que certas coisas nos ameacem, sendo que elas não são tão importantes assim.
O que a gente sente um pelo outro e o que a gente vive é muito bonito e muito raro, para não merecer os cuidados necessários.
Eu sinto muito, mas eu preciso e vou nos proteger.
E cada minuto ao teu lado significa muito pra mim, significa um pouco mais de vida, de ar puro. Assim como cada minuto perdido é uma facada, me mata um pouco mais. E é por isso que eu me encomodo tanto, me preocupo tanto. Eu sinto muito se isso é o errado a fazer.
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